sexta-feira, 18 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Enchentes... Assim? Aqui?
Quando abri o tal do envelope havia mais um envelope plastico daqueles a prova d'agua que compra-se em lojas de camping ou viagem para guardar documentos. Mas o que me impressionou foi o conteudo com o titulo : kit de ferramentas para um lar seguro na enchente. Que? Enchente? Ate ja' li que a Australia sera' o pais mais afetados pelo aquecimento global (e isso nao inclui somente o calor, mas mudancas diversas), mas assim parece tao mais proximo!
A medida que eu abria o folder ia lendo as frases em negrito "preparando-se para a enchente", "Quando uma enchente e' provavel", "Durante a enchente" e "Telefones de Emergencia".
Imaginei uma arca de noe para nos salvar! Mas aos poucos o que me pareceu exageiro a primeira vista comecou a fazer mais sentido. A populacao deve mesmo estar preparada para mudancas ambientais repentinas porque acho que elas nao acontecem so' em "um dia depois de amanha". Uma boa gestao ambiental deve evitar danos as pessoas e ao meio ambiente. No caso de uma enchente, evitar impactos inclui preparar as pessoas.
Mas nao so' pessoas foram referidas nos informativos. Diversas orientacoes sobre a seguranca dos animais domesticos e selvagens demostraram o reconhecimento da sua importancia.
Achei interessante essas passagens que ficam para ilustrar:
"Considere as necessidades dos animais em uma enchente. Medicamentos veterinarios podem ser necessarios, siga as orientacoes para usa-los".
Gostei!
PS: Este tempo todo que fiquei sem postar foi por estar trabalhando e trabalhando... o que e' bom, mas agora estou me dando mais tempo para continuar desfrutando da viagem na Australia (e continuar trabalhando).
Ate' a proxima!
terça-feira, 2 de junho de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Sustainable Sydney 2030. A Estrutura e o Planejamento da Cidade de Sydney
Esta e uma cidade de vilas e quer se manter assim. Cada vila ou "suburb" tem vida própria: centro comunitário, biblioteca, escola publica, comércio e as famosas feiras ao ar livre nos finais de semana. E assim a cidade se espalha e não da aquela sensacao de correria (pelo menos fora do principal centro). O governo quer fortalecer isso estimulando a cultura dentro de cada vila.
Falando em cultura os nativos aborígenes não podiam ficar de fora, não mais! Hoje há uma inclusão muitíssimo pequena dos aborígenes nas politicas, justiça e economia. A idéia para os próximos anos é dar apoio a arte aborígene (eu, particularmente, acho bem bonita) e organizar um grupo de nativos com voz politica na cidade.
As vilas espalhadas em Sidney devem se manter conectados por ciclovias, linhas de ônibus e de trem. A eficiência do sistema de transporte aqui me impressiona. Existe um serviço (131500) que e só ligar ou acessar o site que nos informam exatamente como e em quanto tempo podemos chegar no destino solicitado. Isso se for mesmo necessário pegar um trem ou um onibus, porque é bem agradavel caminhar ou pedalar por aqui (exceto no centro principal).
Acredita-se que o fortalecimento destes núcleos é um caminho para a sustentabilidade: mais empregos locais, menos emissão de CO2, maior envolvimento da comunidade para a organizacao local e mais segurança.
O site http://www.cityofsydney.nsw.gov.au/2030/theplan/Vision.asp tras as informacoes sobre o Planejamento de uma maneira bem acessível para que a populacao participe.
domingo, 22 de março de 2009
A Dança dos Cockatoos
Rompendo o silencio do parque ouvi um bando incrivelmente grande e barulhento de psitacídeos brancos, os cockatoos. Olhei para aquelas aves já com um sorriso pela alegria que aquela cena me causou. Eram mais de 1000 pássaros em uma harmoniosa dança no cenário azul. Beleza pura! Eram tantos que a árvore em que pousavam se tornava branca com apenas pequenos pontos verdes. Muitos deles se voltavam para o sol, que já estava para se por. Queria que eles chegassem mais perto para que eu visse os detalhes, as penas. E num instante estavam eles justamente sobre a árvore que me fazia sombra! Vi as suas cristas amarelas e o seu jeito inquieto.
Aquele momento me instigou a conhecer um pouco mais sobre estes animais e quanto mais eu pesquisava mais queria saber. Então aqui esta um resumo da biologia dos cockatoos (pesquisado no "The Slater Field Guide to Australian Birds", do Slater e principalmente no "Handbook of Australian, New Zealand e Antarctic Birds, volume 4", do Higgins, recomendo ambos):
A vocalização é inconfundível o que auxilia na identificação do Cocatua galerita, o mais barulhento do gênero. Tem ampla distribuição , que vai de florestas, áreas urbanas a campos abertos. E ai que se incluem as fazendas, onde eles não são assim tao queridos pelos fazendeiros...adoram mastigar a colheita de cereais, sementes de girassol, uvas, laranjas, aboboras e batatas. Rasgam até os sacos de trigo para um lanche! Então, biólogos, nem pensar em introdução de psitacídeos em áreas em recuperação.
Viver em grandes bandos é comum nesta especie, mas por onde pesquisei só reportaram bandos com ate 500 animais, o que eu vi tinha mais que o dobro! Deve ser pela estação do ano. No outono e no inverno os bandos tem mais individuos porque não estão afastados para a reprodução. Durante as estacoes mais quentes boa parte dos casais (que vivem juntos por toda a vida) desovam nos ninhos que ficam encravados em buracos nos troncos das arvores. E atenção para a lição sobre reutilização: eles podem usar o mesmo ninho por mais de 50 anos! Afinal, para que abrir outro buraco em outra árvore se e mais fácil cobrir aquele com galhinhos novos? Pai e mãe dividem todas as tarefas, preparam o ninho, incubam, alimentam e protegem os filhotes.
Um casal ajuda o outro. Os machos revesam a função de ficar no todo da arvore mais alta da área de reproducao e avisa caso haja algum perigo. Mas não é apenas no período de reprodução que dão lição de trabalho em grupo. Durante o forrageio, que normalmente ocorre no chão, sempre há, no minimo, um individuo com a cabeça erguida para evitar que o grupo seja pego de surpresa. Em um sinal de alerta todos voam rapidamente em silencio.
Boas licoes para a nossa comunidade humana!
Observacao: o teclado aqui nao tem acentos entao tenho que fazer malabarismo para colocar a devida acentuacao, entao, releve uma ou outra falta de cedilha ou til pelo texto.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
O Equlíbrio de Gaia
No fim de semana passado fui a um Parque Nacional em North Shore e o estado da vegetação me instigou pensamentos e sentimentos que duraram horas. Estava queimada, escura, sem aquele colorido bonito que eu já tinha visto por aqui. Observei os detalhes, as cinzas, alguns pouquíssimos pássaros insistindo em forragear...quando cheguei em casa, ainda pensativa, vi a noticia da maior tragédia ambiental da Austrália "Queimada em Victoria", mais de mil casas queimadas! Algumas pessoas vendo a velocidade do fogo soprado pelo vento forte aceleraram seus carros mas o fogo estava mais veloz que os motores. Eu queria ter a esperança de que esta seria mesmo a maior tragédia ambiental da Austrália, mas acho que é só uma delas.
As temperaturas continuam a aumentar (estava 48 graus), mas continuam os mesmos hábitos como se nada estivesse acontecendo...afinal de contas a poltrona continua confortavel vendo as queimadas da TV... E mesmo se o mundo todo parasse de emitir gases do efeito estufa hoje a temperatura da atmosfera continuaria a aumentar, porque eles não se desfazem em curto prazo, assim como a evaporação, as secas, as queimadas...a perda de biodiversidade em um pais já desértico.
Da minha realidade no Brasil estudar impactos ambientais de escala global como falta de água e mudanças climáticas depende da imaginação porque não os enxergamos no nosso dia a dia, mas aqui na Austrália são muito visíveis. Na cidade de Sidney uma media de 140 pessoas por ano não suportam o calor, as principais vitimas são os idosos e as crianças.
Estas questões me fazem sentir o tamanho da minha responsabilidade profissional de ser bióloga e pessoal de ser HUMANA.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Trilha no Parque Nacional
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Raposas Voadoras
Olhando rapidamente parecem frutos grandes pendurados em uma árvore com poucas folhas... olhando um pouco melhor parecem morcegos, mas são mesmo raposas! E das grandes! Chegam a ter 1,3 metros! Elas vivem em grupos com centenas de indivíduos não muito amigáveis entre si...eles defendem um pequeno território batendo as asas e vocalizando bem alto. Nesta época do ano consegui ver uns filhotinhos agarrados nos seus papais (são os machos que cuidam dos filhotes até os 5 meses), eles também serão pais la para outubro de 2010, quando tiverem 18 meses e sentirem a proximidade do verão, o que significa fartura de comida (huumm). Só que os frutos que eles costumam comer já não estão mais tão fartos assim hoje em dia...estes animais estão classificados como vulneráveis devido a perda de habitat, caça e choques em linhas de eletricidade. No Royal Botanic Garden, aqui em Sidney, eles estão em quantidade mas destroem as árvores por onde se penduram, olha ai como a desta foto tem poucas folhas.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Gente
Os australianos sao especiais pela cordialidade, soh de olhar o mapa na rua aparece alguem para oferecer informacao com um sorriso estampado. O recorde foi um rapaz perto do pier que foi buscar na internet dentro do barco um mapa para me indicar o caminho que eu deveria fazer e de quebra ainda me trouxe algumas informacoes sobre o local que eu estava procurando! Que licao de solidariedade!
Obs.: O teclado que estou usando agora esta sem acentos.